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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Chama, de Lena Ferreira


Chama

Deitada no teu peito, ternamente
coberta pelos dedos consagrados
isenta de pudor e de pecado
sussurro poesias lentamente

Percorro tua pele que, tão quente,
derrama-se em suores destilados
inflama, alma a alma, lado a lado
e aumenta o desejo já ardente

A chama acesa permanece pura
enquanto o amor no leito se derrama
num frenesi que beira à loucura

O tempo, adormecido, não reclama;
enquanto nós trocamos ternas juras
segredos viram cinzas nessa chama

Lena Ferreira

6 comentários:

  1. Respostas
    1. Gratíssma, Helen! Vocês são muito generosos com minhas linhas. Esta cumplicidade me encanta. Um beijo carinhoso, poeta!

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  2. também acho, amiga... a finalização é mais do que perfeita!!!

    "O tempo, adormecido, não reclama;
    enquanto nós trocamos ternas juras
    segredos viram cinzas nessa chama"

    Lena Ferreira

    tudibom!!!

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  3. Estou, sinceramente, agradecida, envaidecida e convencida de que a cumplicidade é tudo. Grata, Dhê, por trazer. Conseguir tocar o outro é um prazer indescritível, bem sabes. Feliz aqui, muito. Um beijo por tudo que tens feito por mim, por nós. Amo tu!

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  4. Nossa cumplicidade é tão forte quanto a sintonia que nos unes, não importa o tempo que vez por outra nos afasta, não importa os desvios que a vida real ou virtual nos faça, a amizade que temos é eterna, e eu sou fã até a morte,bem sabes, irmã de brisa, ventos e temporais!

    Te amo

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  5. Muito bom, Lena.


    O tempo, adormecido, não reclama;
    enquanto nós trocamos ternas juras
    segredos viram cinzas nessa chama

    Lena Ferreira

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